Pular para o conteúdo
Arlimpo Ventilação, equipamentos de ventilação
Ventilação industrial

Exaustor axial ou centrífugo: diferenças e aplicações na indústria

Por Equipe técnica Arlimpo Ventilação · Publicado em · 6 min de leitura

Exaustor axial industrial instalado na parede externa de um galpão, com captação direta para fora

A diferença entre exaustor axial e centrífugo está na forma como cada um move o ar e na resistência que consegue vencer. O axial empurra o ar na mesma direção do eixo e trabalha melhor em sistemas de baixa resistência, como a exaustão geral de um galpão pela parede ou pelo telhado. O centrífugo aspira o ar, gira o fluxo em 90 graus e o acelera para fora, alcançando pressões bem mais altas, por isso é o indicado quando o ar precisa passar por dutos longos, filtros ou coletores.

Como funciona cada tipo de exaustor industrial?

No exaustor axial, as pás giram em torno de um eixo e o ar atravessa o equipamento em linha reta, paralelo a esse eixo. É um desenho simples e compacto, que muitas vezes cabe alinhado ao próprio duto ou direto numa abertura de parede.

No ventilador centrífugo, o ar entra pelo centro do rotor, faz uma curva de 90 graus e sai pela periferia, acelerado pela força centrífuga. A carcaça em formato de caracol direciona esse ar para a saída. O resultado é um equipamento maior, mas capaz de gerar muito mais pressão.

Na prática, os dois movem ar. A pergunta certa não é qual é "melhor", e sim quanto ar sua aplicação precisa mover e contra quanta resistência.

Por que a pressão do sistema define a escolha?

Todo sistema de exaustão oferece resistência ao ar: cada metro de duto, cada curva, cada filtro e cada coifa somam perda de carga. O exaustor precisa vencer essa resistência para entregar a vazão de projeto.

  • Axial: tem o melhor rendimento em sistemas de baixa resistência. Quando a pressão estática aumenta muito, o desempenho cai.
  • Centrífugo: é eficiente justamente quando precisa vencer dutos e filtros. Por isso aparece em sistemas de processo, secagem e controle de poluição.

Um erro comum é instalar um exaustor axial na ponta de um sistema com dutos longos e filtro. No papel a vazão parece suficiente, mas na operação o ar não chega à captação com a força necessária, e o pó ou o fumo continua no ambiente.

Quando usar exaustor axial?

O exaustor axial é indicado quando o objetivo é trocar o ar de um ambiente amplo e o caminho do ar é curto e livre:

  • Exaustão geral de galpões: retirada de ar quente e viciado pela parede ou pelo telhado.
  • Ventilação de áreas de armazenagem: espaços com baixa geração de contaminantes.
  • Insuflamento de ar externo: reposição do ar retirado por outros sistemas.

Fabricamos exaustores axiais em duas versões. No axial direto, a hélice fica montada no próprio eixo do motor, com menos peças para manter. No axial indireto, motor e hélice são ligados por polias e correias, o que permite ajustar a rotação pela troca de polias e manter o motor fora do fluxo de ar.

O axial trabalha melhor com ar limpo. Em ambientes com pó, cavaco ou ar muito quente, o desenho simples da hélice tende a sofrer mais.

Para entender como esse tipo de equipamento entra no projeto de um galpão inteiro, veja nosso artigo sobre como dimensionar a ventilação de um galpão industrial.

Quando usar ventilador centrífugo?

O ventilador centrífugo é a escolha quando há resistência no caminho do ar ou quando o ar está carregado:

  • Captação localizada: coifas e captores ligados a uma rede de dutos.
  • Coletores de pó e filtros: marcenarias, lixadeiras, serras e moinhos, em que o ar precisa atravessar filtros de manga ou cartucho.
  • Sistemas com controle de poluição: o ar precisa atravessar lavadores ou filtros antes de ser descarregado.
  • Ar quente ou sujo: a construção mais robusta do centrífugo suporta melhor essas condições.

O formato das pás também muda conforme o ar que o ventilador vai movimentar. Pás curvadas para trás são usadas em ar limpo; pás retas inclinadas para trás suportam ar com pó e cavaco; pás radiais retas são usadas quando o próprio ventilador transporta resíduo. Essa definição faz parte do projeto e evita desgaste e entupimento precoce do rotor.

E o ruído, o espaço e a manutenção?

Esses três pontos costumam desempatar a escolha quando a pressão permite os dois tipos:

  • Ruído: o axial tende a gerar ruído de frequência mais alta, mais perceptível em rotações elevadas. O centrífugo gera ruído de frequência mais baixa, mais fácil de atenuar.
  • Espaço: o axial é compacto e cabe em linha com o duto ou numa abertura de parede. O centrífugo ocupa mais área, mas oferece várias posições de descarga.
  • Manutenção: em ambos, a vida útil depende de balanceamento do rotor, alinhamento, rolamentos e, no caso do indireto, tensão das correias. Fazemos manutenção preventiva e corretiva, inclusive em equipamentos de outros fabricantes.

Como definimos o exaustor no projeto?

Não escolhemos o exaustor pelo catálogo e sim pelo sistema. Na visita técnica, levantamos:

  • O que precisa sair do ambiente: calor, pó, fumo, vapor ou odor.
  • Onde está a fonte: espalhada pelo galpão ou concentrada em pontos de trabalho.
  • O caminho do ar: comprimento e traçado dos dutos, curvas, filtros e chaminé.
  • As condições do ar: temperatura, presença de partículas e de umidade.
  • O espaço disponível: parede, telhado, área externa ou casa de máquinas.

Com isso, calculamos a vazão e a perda de carga do sistema e escolhemos o equipamento que trabalha no ponto certo da curva. Fabricamos exaustores axiais diretos e indiretos, ventiladores centrífugos, dutos e chaminés na nossa fábrica na Casa Verde, em São Paulo, e fazemos a instalação com equipe própria. São mais de 40 anos de atuação e mais de 8.440 equipamentos fabricados.

Se o seu sistema já existe e não está dando conta, avaliamos o equipamento antigo antes de indicar reforma ou substituição. Quando há pó envolvido, o assunto se conecta à escolha do coletor de pó.

Perguntas frequentes

Posso trocar um exaustor axial por um centrífugo no mesmo lugar?

Às vezes, mas raramente é uma troca direta. O centrífugo ocupa mais espaço, tem outra posição de descarga e exige outra base. Antes da troca, é preciso verificar se o problema é mesmo o exaustor ou se está nos dutos, na captação ou na falta de reposição de ar.

Exaustor axial serve para coletor de pó?

Em geral, não é a melhor escolha. O coletor tem filtros e dutos que impõem resistência ao ar, e o axial perde desempenho quando a pressão estática aumenta. Além disso, ele é mais indicado para ar limpo.

Qual é a diferença entre exaustor axial direto e indireto?

No direto, a hélice fica no eixo do motor, com menos componentes. No indireto, a transmissão é feita por polias e correias, o que permite ajustar a rotação e afastar o motor do fluxo de ar. A escolha depende da aplicação e das condições do ar.

Como saber a vazão de exaustor de que minha fábrica precisa?

A vazão vem do que precisa ser removido (calor, pó, fumo) e da forma de captação, não do tamanho do galpão isoladamente. Fazemos esse levantamento na visita técnica e entregamos a cotação sem compromisso. Fale conosco pelo WhatsApp (11) 95973-8012 ou pelo telefone (11) 3966-3798.

Fontes

  • Axial vs. Centrifugal Fans: How to Choose the Right One for Your Facility, David Long, Hartzell Air Movement, s.d. · link
  • Dust Collection and Combustible Dust for Secondary Wood Operations, Robert Williamson, Nederman LLC (seminário AWFS), 2017 · link
  • OSHA Technical Manual, Section III, Chapter 3: Ventilation Investigation, Occupational Safety and Health Administration (EUA), s.d. · link

Precisa de um sistema de exaustão sob medida?

Conte qual é o seu processo e o que precisa ser resolvido. Avaliamos e enviamos uma cotação sem compromisso.

Fale com a gente